Executivo reconhece progresso na alfabetização e aponta desafios para os próximos anos – Correio da Kianda

O Executivo reconhece os avanços registados por Angola no domínio da alfabetização, mas admite que persistem desafios, sobretudo entre cidadãos que nunca frequentaram a escola e jovens e adultos que precisam de uma segunda oportunidade para estudar.

A posição foi apresentada, esta terça-feira, 8, em Luanda, pela secretária de Estado para o Ensino Secundário, Soraya Kalongela, durante a abertura do Seminário Nacional de Formação e Capacitação de Quadros da Educação de Jovens e Adultos, que decorre de 7 a 11 de Setembro.

A governante, que representou a ministra da Educação, Érica de Carvalho, destacou a redução do número de pessoas sem qualquer nível de escolarização e a expansão das oportunidades de acesso ao ensino.

Segundo Soraya Kalongela, os resultados do Censo Geral da População e Habitação de 2024 mostram que 72,6% da população com 15 ou mais anos sabe ler e escrever, contra 65,6% em 2014.

Os dados representam uma evolução significativa face a 1976, quando apenas cerca de 15% da população angolana era alfabetizada.

Apesar dos progressos, a secretária de Estado considera que os números não devem levar à redução dos esforços, uma vez que continuam a existir cidadãos que nunca tiveram acesso à escola.

“Continuamos a ter cidadãos que nunca frequentaram a escola, jovens e adultos que precisam de uma segunda oportunidade para aprender, concluir a sua escolaridade e adquirir competências que lhes permitam participar plenamente na sociedade”, afirmou.

Soraya Kalongela recordou igualmente os 50 anos da Campanha Nacional de Alfabetização lançada pelo primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, em 1976, considerando que a iniciativa transformou a educação numa causa nacional.

Na altura, explicou, alfabetizar significava não apenas ensinar a ler e a escrever, mas também criar condições para a participação dos cidadãos na construção do país.

Ao fazer o balanço dos 50 anos de alfabetização, a governante apontou o reconhecimento e a responsabilidade como princípios para orientar os próximos anos.

Soraya Kalongela sublinhou que os avanços alcançados resultam do esforço conjunto do Estado, sociedade civil, organizações religiosas, sector privado e parceiros de cooperação.

O Executivo pretende, assim, manter e reforçar as políticas de alfabetização e Educação de Jovens e Adultos, de forma a ampliar as oportunidades de aprendizagem para os cidadãos que ainda permanecem fora do sistema de ensino.

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