O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, afirmou que continua a ser um homem livre, duas semanas depois de ter chegado a Portugal para tratamento médico.
Numa entrevista à DW, o político guineense quebrou o silêncio sobre a sua situação, depois de ter sido autorizado pela justiça militar a viajar para Portugal.
Simões Pereira garantiu que não se sente impedido de exercer actividade política e rejeitou a ideia de estar limitado nas suas liberdades.
O líder do PAIGC afirmou ainda que nunca reconheceu a validade do Tribunal Militar, defendendo que pretende recuperar plenamente as suas competências e direitos.
“Quero retomar a integridade das minhas competências, das minhas liberdades”, afirmou.
A declaração surge num contexto de tensão política na Guiné-Bissau, onde Simões Pereira esteve sujeito a medidas judiciais antes da autorização para deslocação ao estrangeiro por razões de saúde.