A direcção de Nimi a Simbi considera ilegal a reunião extraordinária do Comité Central da FNLA que deliberou, este sábado, 17, a sua destituição do cargo de presidente do partido, alegando que o encontro decorreu à margem dos estatutos da organização.
Em reacção à decisão, João Roberto Soki, membro da direcção de Nimi a Simbi, desvalorizou as deliberações saídas da reunião, defendendo que os actos aprovados não produzem efeitos por alegado incumprimento das normas estatutárias e por falta de quórum necessário.
Segundo o comunicado final a que a Rádio Correio da Kianda teve acesso, a reunião extraordinária foi convocada por mais de metade dos membros do Comité Central e realizou-se no Complexo 15 de Março, em Luanda, sob a presidência de Samuel Mavungo Massiala, militante do círculo provincial de Cabinda.
O documento refere que o encontro decorreu com um quórum deliberativo de 52% dos membros do Comité Central, tendo como uma das principais decisões a destituição de Nimi a Simbi da liderança da formação política.
Entretanto, João Roberto Soki contestou a legitimidade do encontro, reiterando que as deliberações não devem produzir efeitos por, segundo a direcção de Nimi a Simbi, não respeitarem os procedimentos previstos nos estatutos da FNLA.
A contestação surge num contexto de crescente disputa interna pelo controlo político e organizativo do partido, com diferentes sectores a apresentarem posições divergentes sobre a legitimidade das decisões tomadas.
Entre as deliberações da reunião do Comité Central apoiada por Ngola Kabangu consta ainda a convocação de um Congresso Extraordinário para os dias 30 e 31 de Outubro de 2026, com o objectivo de procurar uma saída para o actual impasse político e organizativo da FNLA.