O empresário norte-americano Erik Prince, fundador da controversa empresa de segurança privada Blackwater, emergiu como uma figura central no cenário político e militar da República Democrática do Congo (RDC). De acordo com investigações recentes da Global Initiative Against Transnational Organized Crime (GI-TOC) e fontes locais citadas pela imprensa internacional, mercenários e empreiteiros militares estrangeiros estão a actuar no apoio às forças governamentais congolesas contra a ofensiva do grupo rebelde M23.
A actuação de forças paramilitares privadas na RDC coincide com o interesse estratégico de Washington no acesso a minerais críticos do solo congolês. Relatórios indicam que Erik Prince consolidou um modelo de actuação classificado como “business-as-security”, uma modalidade sem precedentes na região que vincula a prestação de serviços de defesa e inteligência à exploração económica de recursos naturais.
Avanço do M23 e reconfiguração das alianças militares
A deterioração da segurança na região leste da RDC intensificou-se após o grupo rebelde M23 tomar a cidade de Goma. Diante da incapacidade das forças estatais em deter o avanço rebelde, o governo congolês rescindiu abruptamente contratos com empresas privadas anteriores, como a firma francesa Agemira, abrindo espaço para a redistribuição e mobilização de novos contingentes paramilitares estrangeiros.
Mobilização de infra-estrutura na província de Kisangani
Informações de peritos das Nações Unidas confirmam a presença de militares privados e técnicos sul-americanos a operar no aeroporto de Kisangani, onde realizam manutenção em aeronaves de combate. Fontes locais revelaram a construção de alojamentos com capacidade para abrigar milhares de operacionais, evidenciando a crescente privatização do conflito e a complexa teia geopolítica no centro da África.
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