Uma coligação que reúne os principais partidos da oposição da República Democrática do Congo (RDC) rejeitou nesta sexta-feira, o diálogo nacional anunciado pelo Presidente, Félix Tshisekedi.
Os opositores da RDC acusam o actual Chefe de Estado de utilizar estas consultas para tentar manter-se no poder, apesar de Constituição limitar a dois os mandatos presidenciais.
Esta posição surge após esta quinta-feira, Félix Tshisekedi ter detalhado, numa comunicação à nação, as modalidades de um diálogo nacional destinado a reconciliar um país com uma história marcada por crises, excluindo a participação do grupo armado M23, que tomou várias áreas de território no leste d o país com o apoio do Ruanda.
Entretanto, uma parte da oposição, que há muito reclama a realização de um diálogo nacional, pretende incluir representantes do M23 ou do antigo Presidente Joseph Kabila (2001-2019), condenado à morte à revelia pela Justiça congolesa em Setembro de 2025 por “cumplicidade” com o grupo armado.
A oposição política congolesa está também unida contra um projeto de alteração da Constituição defendido pela maioria no poder e que poderá permitir ao Presidente congolês, eleito em 2019 e reeleito em 2023, candidatar-se a um terceiro mandato na sequência de um referendo.