O Estado angolano encaixou 300,3 mil milhões de kwanzas, com a venda de 15% da Unitel, a um preço por acção de 40.040 kwanzas, uma procura que superou a oferta 120 vezes da venda iniciada a 6 de Julho e encerrada a 24 de Julho.
A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), por intermédio de um comunicado hoje, 27, divulgado, informou que a procura pelos 7,5 milhões de acções da operadora de telecomunicações, alienadas pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), ascendeu a 9.054.299 títulos.
O documento espelha que das 17.549 ordens de subscrição recebidas, foram contempladas 16.571, correspondentes a 11.264 investidores que se tornaram novos accionistas da UNITEL.
A liquidação física e financeira da operação está marcada para esta terça-feira, 28, seguindo-se a admissão à negociação da totalidade das acções da UNITEL na bolsa angolana, na quarta-feira, 29, quando os títulos passam a ser livremente transaccionáveis.
Referir que dos 15% do capital colocados à venda, 2% estavam reservados aos trabalhadores da empresa e 13% destinados ao público em geral.
A UNITEL era detida em partes iguais pelo Estado, através do IGAPE, e pela maior empresa pública do país, a Sonangol.
Anteriormente, o capital estava repartido em quatro participações de 25% – a PT Ventures (subsidiária da portuguesa Portugal Telecom, mais tarde integrada na brasileira Oi), a MSTelcom/Sonangol, a Vidatel, da empresária Isabel dos Santos, e a Geni, do general Leopoldino Fragoso do Nascimento, “Dino”.
A Sonangol adquiriu a posição da PT Ventures em janeiro de 2020, passando a controlar metade da empresa e em outubro de 2022. O Presidente João Lourenço, decretou a nacionalização das participações da Vidatel e da Geni, transferindo para o Estado a totalidade do capital da operadora.
Este resultado da venda de 15% das acções da maior empresa de telefonia móvel do país, reforça a confiança dos investidores no mercado de capitais angolano e representa mais um marco para o seu crescimento e desenvolvimento.