Médicos destacam impacto da produção de medicamentos e exortam gestão rigorosa e responsável – Correio da Kianda

O presidente do Sindicato dos Médicos Angolanos, Adriano Manuel que considera uma a notícia sobre a entrada em funcionamento ainda este ano, em Angola, de uma linha de produção de fármacos e materiais hospitalares constitui uma “alfada de ar fresco” ao ser verdade.

Esta reacção do sindicato surge após o presidente do Conselho de Administração da Zona Económica e Especial, Manuel Francisco Pedro, ter assegurado que Angola pode contar ainda este ano com a primeira indústria farmacêutica integrada por 12 fábricas do sector, num projecto que já se encontra com fase de conclusão com um nível de execução superior a 80 por cento.

Os investimentos resultam de parcerias com empresários nacionais e estrangeiros com destaque para os portugueses e chineses, por formas a tornar o país auto-suficiente na produção de medicamentos.

O responsável que falava à margem da 41ª edição da Ferira Internacional de Luanda (FILDA), garante que parte destes 12 projectos serão inaugurados ainda este ano, cuja conclusão da operacionalização dos projectos está prevista para 2027.

Entretanto, Adriano Manuel exorta com isso uma gestão rigorosa das fábricas para que não venham a servir outros interesses.

“Se isso acontecer, vai jogar um papel importante para que melhoremos a assistência nos nossos hospitais, e provavelmente teremos aquilo que muito almejamos, que é a subvenção dos medicamentos das doenças crónicas e vamos evitar muitas mortes resultantes da má qualidade do nosso sistema de saúde”, disse.

Espera-se que com estas infra-estruturas, o país comece a trilhar um caminho de auto-suficiência na produção de fármacos com vista a atender o mercado interno e melhorar a assistência medicamentosa em Angola.

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