A UNITA decidiu não realizar o comício previsto para este sábado, 8, no Uíge, alegando falta de condições para garantir a segurança dos participantes e evitar confrontos.
Segundo o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, o partido comunicou à Presidência da República os comportamentos que considera preocupantes e aguarda respostas das autoridades. O líder da oposição defendeu que situações desta natureza não podem voltar a repetir-se.
Adalberto Costa Júnior afirmou que a UNITA procurou evitar confrontos e orientou os seus militantes e simpatizantes a não se dirigirem ao local previsto para o comício, numa decisão que justificou pela necessidade de proteger os cidadãos.
O dirigente considerou que os acontecimentos registados no Uíge representam uma violação das liberdades políticas e afirmou que o partido vai exigir responsabilidades às entidades competentes.
Adalberto Costa Júnior criticou igualmente uma eventual utilização das forças de defesa e segurança para fins partidários e defendeu que estas instituições devem actuar de acordo com a lei.
“Não se pode instrumentalizar as forças de defesa e segurança”, afirmou o presidente da UNITA, acrescentando que estas forças “não podem permitir ser instrumentalizadas por um partido de regime”.
O líder da UNITA reiterou que o partido não pretende responder aos acontecimentos com violência e apelou aos seus militantes para manterem a calma.
A decisão de não realizar o comício ocorre num contexto de tensão política no Uíge, com a UNITA a exigir esclarecimentos e garantias para o exercício da actividade política na província.
Adalberto Costa Júnior afirmou ainda que o que está em causa ultrapassa a realização de um único acto político e considerou que eventuais impedimentos à actividade dos partidos da oposição constituem um problema para o exercício das liberdades democráticas no país.