O Governo angolano está a intensificar os esforços pela via diplomática para recuperar fundos e outros activos do Estado que permanecem retidos na Confederação Suíça.
A preocupação foi manifestada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, durante uma audiência concedida, em Luanda, ao encarregado de Negócios da Embaixada da Suíça em Angola, Lukas Schifferle, segundo uma nota do Ministério das Relações Exteriores.
Téte António reafirmou a necessidade de encontrar uma solução para o caso, incluindo a devolução dos activos ao Estado angolano, nos termos que vierem a ser acordados entre as partes.
O ministro explicou que Angola tem recorrido à via diplomática e aos mecanismos institucionais competentes para procurar resolver a questão, considerada de particular importância para o país.
A posição do chefe da diplomacia angolana surge num contexto em que o Estado tem procurado reforçar a cooperação internacional para a recuperação de activos. Em Março deste ano, o Presidente João Lourenço defendeu a intensificação da cooperação com a Suíça, Singapura e Bermudas, países onde, segundo o Chefe de Estado, estão domiciliados, no conjunto, perto de dois mil milhões de dólares em activos já declarados perdidos a favor do Estado angolano por decisões da Justiça nacional.
Na audiência, Téte António destacou igualmente o carácter tradicional e amistoso das relações entre Angola e a Suíça, assentes na cooperação e no respeito mútuo.
O governante reiterou a disponibilidade de Luanda para continuar a trabalhar com as autoridades suíças através dos canais diplomáticos apropriados, com o objectivo de alcançar uma solução mutuamente aceitável para os activos angolanos retidos naquele país.
A recuperação de activos no estrangeiro continua entre as prioridades do Estado angolano no combate à corrupção e à impunidade. O Executivo tem defendido que os recursos recuperados devem ser restituídos ao Estado e colocados ao serviço do desenvolvimento nacional.