PHA define este mês caminho para eleger nova direcção – Correio da Kianda

O Partido Humanista de Angola (PHA) vai definir, este mês, as estratégias para preparar a eleição da nova direcção, na sequência da decisão do Tribunal Constitucional que determinou a realização de uma nova Convenção Nacional.

Para o efeito, a Comissão Política Nacional do partido deverá reunir-se durante o mês de Setembro, depois de o encontro inicialmente previsto para 28 de Agosto ter sido adiado.

Segundo o vice-presidente do PHA, Nsimba Luwawa, a reunião vai definir as principais linhas para a organização da nova Convenção, além de analisar a situação interna da formação política.

Em declarações à Rádio Correio da Kianda, o dirigente explicou que o adiamento ocorreu porque ainda havia vários aspectos por alinhar e porque parte dos membros não tinha sido oficialmente convocada.

A nova Convenção deverá servir para eleger a futura direcção do PHA, num processo que terá de respeitar o prazo de 120 dias estabelecido pelo Tribunal Constitucional.

A decisão do órgão judicial está relacionada com a contestação à validade da Convenção Nacional Ordinária realizada pelo partido em Agosto de 2025. O Tribunal determinou a realização de um novo conclave, desta vez com o cumprimento das normas legais e estatutárias.

O processo de reorganização acontece depois de o PHA ter anunciado a unificação das partes envolvidas no conflito interno que dividiu a organização durante cerca de três anos.

Com a reconciliação interna, o partido pretende abrir uma nova etapa e recuperar a estabilidade necessária para enfrentar os desafios políticos e eleitorais de 2027.

Nsimba Luwawa adiantou que a reunião da Comissão Política Nacional deverá igualmente definir estratégias para reconstruir a confiança dos militantes e dos cidadãos que depositaram expectativas no partido.

A direcção do PHA terá agora como principais desafios organizar a nova Convenção, garantir a participação dos diferentes sectores internos e evitar que o próximo processo eleitoral volte a ser marcado pelas disputas que estiveram na origem da crise anterior.

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