O início do ano lectivo na República Democrática do Congo está a ser marcado por fortes preocupações devido ao surto de ébola que afecta o país.
Pais, professores e responsáveis escolares temem que a concentração de estudantes nas salas de aula possa aumentar o risco de transmissão da doença.
Perante a situação, as escolas estão a reforçar as medidas de prevenção para proteger alunos, professores e funcionários. Entre as principais acções estão a instalação de pontos de lavagem das mãos, a suspensão dos cumprimentos com aperto de mão, a redução do contacto físico e a orientação para que os estudantes evitem comer juntos.
As medidas também incluem restrições às actividades durante os intervalos, enquanto as equipas de resposta ao ébola trabalham com as comunidades escolares para garantir o cumprimento das recomendações de segurança.
As autoridades consideram o surto um dos mais graves registados no país, com milhares de mortes. Perante o risco, os pais também têm orientado os filhos a adoptar comportamentos de prevenção, principalmente a lavagem frequente das mãos e a redução do contacto físico.
Em Ituri, líderes comunitários defendem o cumprimento rigoroso das medidas de protecção, sobretudo devido ao elevado número de alunos concentrados em algumas escolas, que podem reunir entre 200 e 500 estudantes.
A UNICEF está a apoiar as autoridades na implementação de medidas destinadas a evitar a transmissão do vírus nas escolas. Os esforços de contenção, contudo, continuam a enfrentar desafios, incluindo limitações no acesso a meios eficazes de prevenção e tratamento.