Os mais de 142 mil eleitores em São Tomé e Príncipe são chamados hoje, 19, a escolher o próximo Presidente do país numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem registo de incidentes maiores.
Para este pleito concorrem 4 candidatos, com destaque para o actual Presidente, Carlos Vila Nova, que tem como principal adversário Nito d’Abreu. Entretanto, Eugénio Tiny e Miques João são os outros dois candidatos, mas que não contam com qualquer apoio partidário e cuja campanha eleitoral foi praticamente inexistente.
Segundo a imprensa local, Jorge Bom Jesus chegou a oficializar a sua candidatura, mas anunciou a sua desistência, ainda que fora do prazo legal. Ou seja, consta do boletim, mas, qualquer voto no candidato será considerado nulo.
O último dia das eleições ficou marcado pelo “sequestro” da página na rede social Facebook do actual Presidente, na qual se registaram publicações não autorizadas, o que voltou a acontecer no sábado, dia de reflexão. No mesmo dia foi possível surpreender, ‘online’, mensagens e publicações de apelo ao voto, bem como na publicação de sondagens falsas.
Perante estas situações, a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) admitiu ter uma estrutura de apenas nove elementos para responder à necessária fiscalização eleitoral.
Para a observação das eleições presidenciais naquele país lusófono encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G-7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).
Segundo a CEN, os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.