O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, Extractiva, Electricidade e Química (STMEQ) anunciou uma greve na Refinaria Petroquímica da Sonangol, prevista para decorrer de 3 a 7 de Agosto, em protesto contra a falta de resposta às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
A informação foi avançada este sábado à Rádio Correio da Kianda pelo secretário-geral adjunto do sindicato, Manuel Domingos Gaspar, que explicou que a decisão surge após a ausência de solução para os pontos constantes no caderno reivindicativo entregue à entidade empregadora no ano passado.
Entre as principais exigências dos trabalhadores estão o pagamento de horas extras, o reajuste salarial com base no câmbio previsto nos contratos, a progressão na carreira e outras matérias relacionadas com as condições laborais.
“A razão da greve é a falta de resolução dos problemas apresentados no caderno reivindicativo. Estamos a falar de horas extras trabalhadas, o reajuste salarial com base ao câmbio, conforme consta nos contratos, a progressão na carreira dos trabalhadores e outros assuntos”, afirmou Manuel Gaspar.
Segundo o dirigente sindical, nesta primeira fase a paralisação vai abranger apenas a área fabril da refinaria, onde trabalham cerca de 100 funcionários. A área administrativa, garantiu, não será afectada.
O STMEQ admite avançar para uma segunda fase de greve na primeira semana de Setembro, caso a administração da refinaria não apresente soluções para as reivindicações dos trabalhadores.
Manuel Gaspar sublinha que a decisão de recorrer à paralisação resulta da insatisfação dos funcionários, depois de, segundo o sindicato, nenhum dos pontos apresentados no caderno reivindicativo ter sido resolvido até ao momento.