Agricultores da província de Benguela estão a receber formação sobre novas técnicas internacionais de produção de tomate em grande escala, numa iniciativa destinada a aumentar a produtividade e preparar os produtores para responder às exigências da futura indústria de processamento.
A capacitação, realizada esta sexta-feira, reuniu camponeses da região interessados em melhorar as práticas de cultivo do tomate destinado à transformação industrial, num momento em que Benguela se prepara para o arranque de uma fábrica de processamento de tomate ainda este ano.
O especialista brasileiro Ruibon Urban, responsável pela formação, explicou que o principal objectivo é dotar os agricultores de conhecimentos técnicos capazes de garantir maior rendimento e qualidade da produção local.
Segundo o técnico, a sustentabilidade do projecto industrial depende da capacidade dos produtores em aumentar a oferta de tomate e superar os principais desafios que afectam as culturas.
Entre as preocupações identificadas está o controlo da Mosca Branca, uma das principais pragas que tem afectado as plantações em Angola. Durante o encontro, os agricultores foram orientados sobre o ciclo de vida da praga, os danos provocados e novas formas de manejo.
“Observamos muito o comportamento da Mosca Branca, o ciclo de vida dela, os danos que ela vem causando em Angola e o manejo que o agricultor vem fazendo. Vamos discutir práticas diferentes de manejo”, explicou Ruibon Urban.
O especialista avançou ainda que está em preparação o lançamento de um novo produto para reforçar o combate à praga, enquanto a equipa técnica continuará a acompanhar o processo produtivo na região.
A aposta na formação dos agricultores surge como uma etapa fundamental para garantir matéria-prima suficiente para a indústria de tomate e fortalecer a cadeia de valor agrícola em Benguela.