Ébola agrava segurança alimentar na RDC, alerta ONU – Correio da Kianda

O chefe da agência de alimentos da ONU disse que o surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo está a agravar a insegurança alimentar no país que já enfrenta uma das maiores crises humanitárias do mundo.

Durante uma visita à província de Ituri, Carl Skau, diretor executivo interino do Programa Mundial de Alimentos, descreveu o surto como uma “crise em cima de uma crise”.

“Já foi catastrófico quando se trata de comida e segurança. Cerca de cinco milhões de pessoas estão em níveis de emergência de insegurança alimentar e também existem bolsões de insegurança alimentar em nível de desastre. Agora, com a crise do Ebola, isso está a piorar”, disse ele.

Os efeitos do Ebola nos mercados e rotas de suprimento, continua o responsável, agrava o sofrimento das pessoas que já emfrentam a fome.

Um conflito de longa duração no leste do Congo levou quase 10 milhões de pessoas a níveis de fome em crise ou emergência, com a província de Ituri — epicentro do surto de Ebola — entre as mais afectadas, com 1,9 milhão delas, segundo o PMA.

Em cerca de 48 zonas de saúde afetadas pelo Ebola, mais de 2,7 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda, incluindo 628.000 em condições de emergência, acrescentou.

O surto de Ebola em andamento, considerado o mais rápido da história, registrou 3.360 casos confirmados, incluindo 1.487 mortes desde que foi declarado em 15 de maio.

Autoridades alertaram que ela continua a se espalhar mais rápido do que as autoridades de saúde conseguem acompanhar, apesar da resposta em expansão.

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