Antigo líder de gangue considerado culpado pelo homicídio do rapper Tupac Shakur – Correio da Kianda

Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau com arma proibida pelo tribunal de Clark County, em Las Vegas, nos Estados Unidos da América. A decisão do júri põe fim a um dos casos mais mediáticos e prolongados da história da música internacional, o assassinato da lenda do hip-hop Tupac Shakur, ocorrido em Setembro de 1996.

O julgamento durou 11 dias e o júri deliberou por cerca de três horas antes de anunciar o veredicto de culpabilidade. Davis enfrenta agora uma pena máxima de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, cuja sentença final será conhecida a 13 de Outubro. Após a leitura da decisão judicial, o réu informou o juiz de que pretende recorrer da decisão.

A acusação sustentou que Davis, antigo líder do grupo de rua South Side Compton Crips, em Los Angeles, planeou e ordenou o ataque que vitimou o artista de 25 anos. Segundo os procuradores do caso, a acção foi motivada por vingança, após membros da comitiva de Shakur terem agredido o sobrinho de Davis num casino em Las Vegas, poucas horas antes do tiroteio.

Na noite do crime, Tupac Shakur encontrava-se em Las Vegas para assistir a um combate de boxe de Mike Tyson. O músico foi atingido por vários disparos efectuados a partir de um veículo que se posicionou ao lado do automóvel onde a vítima seguia como passageiro. O co-fundador da editora Death Row Records, Marion “Suge” Knight, que conduzia o veículo, também ficou ferido no ataque.

Confissões em livro reabriram caso arquivado

O caso permaneceu sem solução durante décadas devido à escassez de provas materiais. Contudo, a investigação ganhou um novo fôlego em 2019, após a publicação das memórias de Davis no livro intitulado Compton Street Legend, onde este detalhou o seu envolvimento no planeamento do crime. Apesar de a defesa argumentar que as declarações escritas eram ficção destinadas à promoção comercial da obra, o júri considerou os relatos como confissões válidas.

O veredicto representa um marco histórico para a justiça norte-americana e encerra um capítulo de quase três décadas de especulação sobre a morte de uma das figuras mais influentes do rap mundial, que marcou a rivalidade musical entre as costas Leste e Oeste dos Estados Unidos.

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