O sector não petrolífero foi o principal motor do crescimento da economia angolana no segundo trimestre de 2026, com uma expansão de 9,24%, contribuindo para que o Produto Interno Bruto (PIB) registasse um crescimento real de 8,74% face ao mesmo período de 2025.
Os dados constam das Contas Nacionais Trimestrais divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo as quais o sector petrolífero também apresentou uma evolução positiva, com um crescimento de 5,64% no período em análise.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, a economia nacional cresceu 2,75%, enquanto o PIB acumulado no primeiro semestre registou uma expansão de 7,15% em relação ao período homólogo de 2025.
Em valores correntes, o PIB do segundo trimestre de 2026 fixou-se em 43,43 biliões de kwanzas. Entre as actividades que mais contribuíram para a produção nacional destacam-se a Agropecuária e Silvicultura, com 14,86 biliões de kwanzas; o Comércio e Reparação, com 7,01 biliões; a Extracção e Refino de Petróleo, com 6,97 biliões; e a Administração Pública, Defesa e Segurança Social, com 3,90 biliões de kwanzas.
Em termos de crescimento homólogo, as maiores variações foram registadas na Extracção de Diamantes, que cresceu 16,46%; Informação e Comunicação, com 14,30%; Alojamento e Restauração, com 12,59%; Indústria Transformadora, com 12,22%; e Intermediação Financeira e de Seguros, com 11,83%.
Na contribuição para a variação homóloga do PIB, o Comércio e Reparação de Veículos apresentou o maior contributo, com 1,67 pontos percentuais, seguido da Indústria Transformadora, com 1,48 pontos; da Extracção e Refino de Petróleo, com 1,03 pontos; Informação e Comunicação, com 1,02 pontos; e Agropecuária, com 1 ponto percentual.
Os dados do INE indicam ainda que, no acumulado de 2026, as actividades com maiores taxas de crescimento foram Informação e Comunicação, com 19,71%; Transportes e Armazenagem, com 14,17%; Extracção de Diamantes, com 10,13%; e Indústria Transformadora, com 9,72%.
Considerando os últimos quatro trimestres, o PIB angolano cresceu 5,4% face ao período homólogo anterior.
O desempenho registado no segundo trimestre reforça o peso das actividades não petrolíferas na expansão da economia, com sectores como comércio, indústria transformadora, informação e comunicação e agropecuária a apresentarem contributos relevantes para o crescimento nacional.