O sarampo provocou 17 mortes num total de 1.500 casos registados nos últimos 12 meses, no município angolano do Songo, província do Uíge, divulgaram as autoridades sanitárias locais.
O director municipal da Saúde do Songo, Etelvino Alberto, citado hoje pela Angop, agência noticiosa angolana, disse que para travar o aumento do número de casos desta doença, estão a ser administradas vacinas, bem como implementadas outras medidas.
Em Abril, um surto de sarampo provocou pelo menos 15 mortos, em mais de 500 casos registados no município do Caiundo, província angolana do Cubango.
A situação, que ocorre desde Janeiro, tende a aumentar devido à chegada tardia dos pacientes aos hospitais, que antes recorrem ao tratamento tradicional em igrejas, avançou a directora municipal da Saúde, Mariana Domingas.
“A situação já está a ser controlada”, disse Mariana Domingas, em declarações à Rádio Nacional de Angola.
Segundo a fonte, as pessoas vão às igrejas fazer medicação tradicional e chegam ao hospital já intoxicadas com esse tipo de medicação.
Além do sarampo, a sarna e a lepra foram também preocupações manifestadas pelo administrador de Caiundo, Manuel Moura Jamba.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, caracterizada por febre alta, tosse, conjuntivite e manchas avermelhadas espalhadas pelo corpo. Esta infecção, transmitida principalmente através de gotículas respiratórias, é prevenida apenas pela vacina.