A Espanha decretou, esta quinta-feira, 16, estado de alerta em dois municípios devido à deteção de mosquitos portadores do vírus do Nilo Ocidental, de acordo com o Correio da Manhã.
Trata-se dos municípios de La Puebla del Río e Coria del Río, na região da Andaluzia, onde o vírus foi detetado em duas armadilhas instaladas em ambos os concelhos, uma delas pertencente ao sistema de vigilância da província de Sevilha, capital da região da Andaluzia, cujo governo decretou o estado de alerta.
Na mesma região, que faz fronteira com Portugal, a circulação do vírus já tinha sido confirmada este ano nos municípios de Pulpí, Torredonjimeno, Palomares del Río e Constantina, onde também foi declarado estado de alerta.
Em junho, um comunicado da Fundação “la Caixa”, que apoiou uma investigação da Universidade Pompeu Fabra (UPF), em Barcelona (Espanha), referia que o ressurgimento de infeções causadas por vírus transmitidos por mosquitos representa uma ameaça crescente à saúde pública, especialmente porque doenças como a dengue e o vírus do Nilo Ocidental, tradicionalmente confinadas às regiões tropicais e subtropicais, estão a expandir o seu alcance geográfico.
Esta expansão deve-se a fatores como as alterações climáticas e a globalização.
Em Portugal, o relatório Countdown Europe 2026, publicado em abril, também analisou o impacto das alterações climáticas na adequação ambiental para doenças transmitidas por vetores.
O documento, publicado pela revista especializada The Lancet, destaca a Área Metropolitana de Lisboa pelo maior aumento do risco de surtos de infeções pelo vírus do Nilo Ocidental, passando de valores quase nulos para níveis que justificam vigilância ativa por parte das autoridades de saúde.