Pelo menos 22 pessoas morreram e várias outras ficaram feridas na sequência de um violento incêndio que deflagrou durante uma cerimónia de casamento em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. O trágico sinistro ocorreu num salão de festas situado nas proximidades do Museu Nacional da RDC, na comuna de Lingwala, lançando o luto sobre dezenas de famílias.
De acordo com o administrador municipal de Lingwala, Norbert Mutshiga Zihindula, o balanço provisório aponta para mais de duas dezenas de vítimas mortais e numerosos feridos. As equipas de socorro médico transportaram de urgência os sobreviventes feridos para diversas unidades sanitárias da capital congolesa, onde recebem assistência médica especializada.
Dificuldades na evacuação e pânico generalizado
O início das chamas causou um movimento imediato de pânico entre os convidados que participavam na celebração. Testemunhas locais e autoridades administrativas indicam que a evacuação do espaço foi gravemente dificultada pelas características físicas do salão de festas. O estabelecimento dispunha de apenas uma porta de saída, considerada demasiado estreita para permitir a fuga rápida de centenas de pessoas.
A rápida propagação do fumo denso e das chamas reduziu significativamente a visibilidade no interior do recinto, bloqueando os principais caminhos de fuga. No meio do tumulto e do desespero para alcançar o exterior, várias pessoas acabaram por ser pisoteadas, o que contribuiu para o elevado número de vítimas mortais e feridos graves registados no local.
Divergências nos números oficiais e reacção governamental
Num comunicado oficial emitido pelo executivo provincial de Kinshasa, as autoridades locais apresentaram um balanço provisório que aponta para cerca de uma dezena de mortes, além de avultados danos materiais e múltiplos feridos. Esta estimativa diverge do número de 22 óbitos avançado inicialmente pelo administrador de Lingwala, a circunscrição onde se localiza o espaço fustigado pelo fogo.
Perante a gravidade dos factos, o vice-primeiro-ministro encarregue do Interior, Jacquemain Shabani, deslocou-se de imediato ao local do sinistro para acompanhar de perto os trabalhos de resgate e manifestar solidariedade às famílias afectadas. O vice-governor de Kinshasa, Eddy Iyeli Molangi, acompanhado por membros do executivo provincial, também esteve presente para coordenar o apoio institucional às vítimas.
Investigação e reforço das medidas de segurança
O governo provincial de Kinshasa anunciou a abertura formal de um inquérito rigoroso para determinar com exactidão as causas do incêndio e apurar as responsabilidades deste trágico acontecimento. O salão de festas ficou completamente destruído pelas chamas, restando apenas escombros e cinzas do local de celebração.
Paralelamente ao processo de investigação, o executivo provincial garantiu que pretende reforçar as acções de fiscalização e as medidas de prevenção contra incêndios em todos os estabelecimentos comerciais e espaços abertos ao público na capital. O objectivo primordial das novas directrizes passa por garantir a existência de saídas de emergência adequadas e evitar que tragédias semelhantes voltem a fustigar a sociedade.
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