A República Democrática do Congo iniciou uma avaliação do acordo de cooperação firmado com a China, conhecido como “infra-estruturas contra minas”, com o objectivo de identificar dificuldades, analisar os resultados alcançados e encontrar soluções para melhorar a execução da parceria estratégica.
A reunião de avaliação decorreu no Palácio da Nação, em Kinshasa, sob orientação de Anthony Nkinzo Kamole, director de gabinete do Presidente Félix Tshisekedi, e reuniu representantes das principais instituições envolvidas no contrato sino-congolês, incluindo a Gécamines, a Agência Congolesa dos Grandes Trabalhos (ACGT), a Agência de Pilotagem, Coordenação e Acompanhamento da Convenção de Colaboração (APCSC), além de membros do Governo.
Segundo as autoridades congolesas, o processo de avaliação, que teve início esta semana e deverá prolongar-se até meados de Agosto, pretende analisar o grau de cumprimento dos compromissos assumidos pelas partes e reforçar a eficácia dos projectos desenvolvidos no âmbito do acordo.
O director-geral da APCSC destacou que a parceria com a China esteve na origem de importantes obras de infra-estruturas, entre as quais a circunvalação de Kinshasa, a Estrada Nacional número 1 (RN1), a estrada Kalamba-Mbuji e outros empreendimentos considerados estratégicos para o desenvolvimento do país.
A parte chinesa saudou o início da avaliação, considerando que o exercício permitirá apresentar os contributos de cada interveniente, os resultados alcançados, bem como os desafios ainda existentes na implementação do projecto.
O Governo da RDC defende que a revisão periódica do acordo é fundamental para garantir maior transparência, resolver constrangimentos e assegurar que a parceria contribua de forma efectiva para o desenvolvimento económico e social do país.