O PADDA–Aliança Patriótica apela ao MPLA e à UNITA para que assumam uma postura de responsabilidade perante os seus militantes e apoiantes, de modo a evitar que as rivalidades políticas se transformem em confrontos entre cidadãos.
A posição consta de um comunicado da Comissão Executiva Nacional do partido, divulgado na sequência dos acontecimentos registados na província do Uíge, envolvendo cidadãos e militantes de diferentes forças políticas e que terão provocado mortos e feridos.
O PADDA–AP condena qualquer acto de violência ou intolerância política e considera que nenhuma disputa partidária pode justificar a perda de vidas humanas ou agressões físicas.
Para a formação política, a aproximação do próximo ciclo eleitoral deve representar uma oportunidade para o aprofundamento da democracia, do pluralismo e da convivência pacífica entre os angolanos, e não um período marcado por confrontos.
O partido entende que o MPLA e a UNITA, pelo papel que desempenharam na história política de Angola, têm uma responsabilidade acrescida na promoção de uma cultura política baseada no diálogo, na tolerância e no respeito pela diferença.
O PADDA–AP defende, por isso, que a história política do país não deve servir de fundamento para a perpetuação de rivalidades ou hostilidades entre cidadãos.
A formação política apela ainda aos militantes, dirigentes e simpatizantes de todas as forças políticas para que rejeitem provocações e não respondam à intolerância com mais intolerância.
“O adversário político não é inimigo”, sublinha o partido, defendendo que a divergência política não deve transformar-se em conflito pessoal ou violência física.
Quanto aos acontecimentos no Uíge, o PADDA–AP exige uma investigação séria, independente, célere e transparente, capaz de esclarecer as circunstâncias dos confrontos e determinar eventuais responsabilidades.
O partido defende que, caso sejam confirmadas responsabilidades criminais, os autores dos actos de violência, bem como eventuais responsáveis pela sua promoção ou instigação, devem responder perante a Justiça.
O PADDA–AP considera que a disputa pelo poder deve ser feita através de votos, argumentos e propostas, reafirmando o compromisso com uma Angola democrática, plural, tolerante e inclusiva.