Mais de 100 efectivos da Polícia Nacional concluem curso de Contra-Inteligência – Correio da Kianda

Um total de 106 efectivos da Polícia Nacional de Angola (PNA) concluiu o 3.º Curso de Contra-Inteligência Policial, reforçando a capacidade da corporação para prevenir e responder às novas ameaças à segurança nacional. A formação decorreu no Instituto Superior Universitário de Defesa “General Iko Carreira”, no bairro Arimba, nos arredores da cidade do Lubango, província da Huíla.

Com a conclusão do curso, os efectivos, que detinham as patentes de agentes de 1.ª, 2.ª e 3.ª classes, foram promovidos ao posto de subinspector, passando a integrar um quadro especializado na área da contra-inteligência policial.

A cerimónia de encerramento foi presidida pelo director do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE), general João Pereira Massano, e co-presidida pelo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Monteiro Ribas da Silva.

Na ocasião, o comandante-geral destacou que a formação surge numa altura em que os desafios à segurança se tornam cada vez mais complexos, exigindo profissionais altamente qualificados para enfrentar fenómenos como a criminalidade organizada transnacional, o terrorismo, a espionagem, os crimes cibernéticos e outras ameaças híbridas.

Francisco Monteiro Ribas da Silva apelou aos recém-formados para desempenharem as novas funções com elevado sentido de responsabilidade, lealdade à Pátria e estrito respeito pela Constituição da República e pelas demais normas legais.

Segundo o responsável, a contra-inteligência policial assume hoje um papel estratégico na protecção das instituições do Estado, permitindo identificar vulnerabilidades, antecipar riscos, prevenir infiltrações, proteger informação classificada e reforçar a segurança das infra-estruturas estratégicas.

O comandante-geral sublinhou ainda que a realização do curso integra o processo de modernização da Polícia Nacional, marcado pelo reforço das capacidades operacionais e pela valorização da formação especializada dos efectivos.

Neste âmbito, recordou que a revisão do Estatuto Orgânico da corporação transformou a antiga Direcção de Pureza Interna na actual Direcção de Contra-Inteligência Policial, medida que reforça o papel desta estrutura na arquitectura da segurança institucional e na defesa dos interesses do Estado angolano.

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