O Executivo angolano vai investir 657,8 milhões de dólares na reabilitação, modernização e expansão da rede de distribuição de água potável da província de Luanda, numa aposta destinada a reduzir o défice de abastecimento que afecta diferentes zonas da capital.
A despesa foi autorizada por Despacho Presidencial e contempla intervenções nas chamadas “zonas cinzentas” de Luanda, incluindo áreas periféricas onde o acesso à rede pública de água continua limitado.
O projecto deverá beneficiar mais de três milhões de habitantes e prevê não apenas a execução das obras, mas também serviços de consultoria e fiscalização para acompanhar a construção e garantir o controlo técnico dos trabalhos.
O financiamento será assegurado ao abrigo do acordo de cooperação entre os Governos de Angola e de Omã, por intermédio do Banco de Investimento de Omã.
A intervenção prevê a construção, reabilitação e melhoria de infra-estruturas de abastecimento de água potável, com prioridade para os grandes aglomerados populacionais e zonas periféricas da província.
A medida surge perante a necessidade de reforçar a capacidade da rede de distribuição da capital e responder ao crescimento populacional de Luanda, que tem aumentado a pressão sobre as infra-estruturas existentes.
Com a execução do projecto, o Executivo pretende ampliar a cobertura da rede, melhorar as condições das infra-estruturas existentes e aumentar a disponibilidade de água potável para as populações.
O investimento está enquadrado nas linhas de orientação do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) e do Plano Director de Abastecimento de Água de Luanda, que estabelecem as prioridades para a expansão e melhoria do sistema de abastecimento da capital.
A intervenção deverá concentrar-se particularmente nas áreas que continuam com acesso insuficiente à rede convencional, procurando reduzir as chamadas zonas cinzentas e aproximar o serviço de abastecimento das comunidades periféricas.
Para as famílias que enfrentam dificuldades no acesso regular à água, o impacto do projecto dependerá, entretanto, da capacidade de transformar as obras previstas em fornecimento efectivo e contínuo.
Com 657,8 milhões de dólares autorizados e mais de três milhões de habitantes previstos como beneficiários, o projecto representa uma das principais apostas do Executivo para reforçar o abastecimento de água em Luanda e melhorar as condições de vida das populações.