O astro do futebol mundial, Lionel Messi, anunciou oficialmente a sua retirada da selecção nacional da Argentina. A decisão foi comunicada pelo camisola 10 após a final do Campeonato do Mundo, disputada no MetLife Stadium, onde a selecção argentina foi derrotada pela Espanha. O anúncio marca o fim de uma era dourada para o futebol do país sul-americano, quatro anos após Messi ter liderado a sua pátria à conquista do título mundial.
A despedida de Lionel Messi da selecção ocorre cerca de três semanas após o falecimento do seu pai, Jorge Messi, que morreu aos 68 anos de idade devido a complicações de saúde. Numa emotiva mensagem manuscrita partilhada nas suas redes sociais, o avançado explicou que a perda familiar foi um factor decisivo para colocar um ponto final na sua trajectória internacional, referindo que sente ser o momento certo para dar prioridade a outros aspectos da sua vida. “Hoje, depois do que aconteceu com o meu pai, estou mais convencido do que nunca”, escreveu o craque.
Messi deixa a selecção da Argentina como o recordista absoluto de internacionalizações, com 207 jogos disputados, e como o maior goleador de sempre da história do país, com 125 golos apontados. Ao longo do seu percurso, o futebolista, que actualmente joga no Inter Miami da MLS, enfrentou momentos de grande pressão, incluindo derrotas em finais da Copa América e do Mundial de 2014, antes de alcançar a glória com a conquista da Copa América em 2021 e do Campeonato do Mundo em 2022.
Na sua nota de despedida, Messi sublinhou que a selecção argentina conta com jovens promessas prontas para assumir o protagonismo e dar continuidade ao trabalho de sucesso dos últimos anos. “Dei tudo; não tenho mais nada para dar, e, além disso, há grandes jovens jogadores a surgir que merecem estar lá”, afirmou o capitão. Com a saída do astro, a federação argentina inicia agora um processo de transição para reestruturar a equipa com vista às próximas competições internacionais.
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