A Comissão Multissectorial da Bienal de Luanda 2026 reafirmou que estão criadas as condições técnicas e operacionais para a realização da 4ª edição do evento, que vai reunir em Luanda vários Chefes de Estado e de Governo africanos.
A garantia foi dada pelo Secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, na qualidade de porta-voz da Comissão, no final de uma reunião orientada pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca.
Segundo Nuno Caldas, o encontro serviu para analisar o ponto de situação dos trabalhos desenvolvidos pelas várias subcomissões encarregues da organização do evento.
Para o governante, a Bienal de Luanda é um evento fundamental e um compromisso de Angola, da União Africana e da UNESCO com o diálogo, a paz e a prevenção de conflitos entre os povos.
Nuno Caldas avançou que a edição deste ano terá como foco central a questão da água, com o objectivo de mudar o paradigma sobre a sua gestão.
“O objectivo é assegurar que a água não seja entendida apenas como uma questão ambiental ou económica, mas também como uma questão de paz e de segurança”, afirmou.
Por sua vez, o coordenador nacional da Bienal de Luanda, Sita José, sublinhou que o evento pretende promover o debate sobre o acesso equitativo à água, tanto a nível nacional como transfronteiriço, para responder às necessidades complementares da agricultura, da indústria e do consumo urbano.
A Bienal de Luanda é um fórum internacional de reflexão, diálogo e intercâmbio de experiências que reúne representantes de governos, organizações internacionais e sociedade civil para debater temas ligados à paz, segurança, cultura e desenvolvimento sustentável em África.
A 4ª edição realiza-se nos dias 22 e 23 deste mês, em Luanda, sob o tema “Reforço da governação da água em África como instrumento de prevenção, mediação e resolução de conflitos”, servindo de antecâmara ao Fórum Mundial da Água, agendado para Dezembro.
Para esta edição, já estão confirmadas as presenças do Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, o antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano e do director-geral da Unesco, Khaled El-Enany.