João Lourenço garante execução integral do programa de combate à seca avaliado em 4,2 mil milhões de dólares – Correio da Kianda

O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, garantiu este sábado, 5, no Cunene, a execução integral do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), avaliado em cerca de 4,2 mil milhões de dólares norte-americanos.

O Chefe de Estado afirmou que, apesar de o Executivo ter definido prioridades na implementação do programa, os projectos previstos para as províncias da Huíla e do Namibe serão igualmente executados.

“Não podemos fazer tudo ao mesmo tempo”, afirmou João Lourenço, explicando que a província do Cunene foi definida como prioridade na primeira fase do programa, devido à dimensão dos problemas provocados pela escassez de água.

O Presidente recordou que o Executivo lançou o programa em 2019, depois de uma deslocação à localidade de Ombala Yo Mungu, onde constatou as dificuldades enfrentadas pelas populações no acesso à água.

Desde então, foram executados projectos como o Canal do Cafu, já em funcionamento, e as barragens do Ndúe e Calucuve, inauguradas este sábado no Cunene, com os respectivos canais adutores.

João Lourenço assegurou que os projectos previstos para outras regiões do Sul do país, incluindo a barragem do rio Nene, na Huíla, e outras infra-estruturas no Namibe, serão realizados.

“O Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola vai ser executado na sua plenitude. Ele está orçado em cerca de 4,2 mil milhões de dólares e nada nos parece que possa impedir a sua execução plena”, garantiu.

O Presidente da República reconheceu, entretanto, que a concretização dos projectos exige uma execução faseada, devido à dimensão dos investimentos e ao tempo necessário para a conclusão das obras.

Além da água, João Lourenço apontou a necessidade de melhorar os acessos rodoviários, levar energia eléctrica às zonas abrangidas pelos projectos e reforçar os serviços de educação e saúde.

Segundo o Chefe de Estado, a melhoria do acesso à água deverá também contribuir para a redução dos conflitos entre agricultores e criadores de gado, sobretudo no Cunene, Namibe e Huíla.

João Lourenço explicou que grande parte dos conflitos entre criadores de gado tem como origem a disputa pelas poucas fontes de água disponíveis para o abeberamento dos animais.

Com o aumento da disponibilidade de água proporcionado pelos novos projectos, o Presidente acredita que a pressão sobre as fontes de abeberamento será reduzida e, consequentemente, também os conflitos entre as comunidades.

Sobre a participação de entidades estrangeiras na inauguração das barragens do Ndúe e Calucuve, João Lourenço destacou o interesse da Namíbia na experiência angolana, devido às características climáticas semelhantes às do Cunene.

O Presidente revelou ainda que Angola e Namíbia estudam a possibilidade de estender o Canal do Cafu para o território namibiano, uma vez que a extremidade do canal se encontra a menos de 30 quilómetros da fronteira entre os dois países.

Quanto à República Democrática do Congo, João Lourenço considerou que, apesar de o país possuir abundantes recursos hídricos, enfrenta o desafio de fazer chegar a água às populações que vivem distante dos rios e lagos.

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