A formação e especialização de profissionais dos meios de comunicação social, bem como a aplicação da Inteligência Artificial (IA), estiveram entre as principais prioridades da delegação angolana no 7.º Fórum sobre Cooperação dos Meios de Comunicação Social China-África, que decorreu em Pequim.
O encontro, realizado sob o lema “Partilhar Oportunidades de Desenvolvimento, Moldar o Futuro Audiovisual”, reuniu representantes dos meios de comunicação de vários países africanos e instituições chinesas ligadas ao sector audiovisual.
Angola esteve representada pelo secretário de Estado da Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, que integrou a delegação ao lado da embaixadora de Angola na República Popular da China, Dalva Ringote Allen, e do presidente do Conselho de Administração das Edições Novembro, Drumond Jaime.
Durante os trabalhos, a delegação angolana defendeu o reforço da cooperação tecnológica com a China, com particular atenção para a capacitação de quadros, especialização em novas tecnologias e utilização da Inteligência Artificial na rádio, televisão e multimédia.
A aposta na formação surge num contexto de rápida transformação do sector dos media, marcado pela digitalização das redacções, produção de conteúdos multiplataforma e crescente utilização de ferramentas de Inteligência Artificial.
Para Angola, a cooperação com a China poderá permitir o acesso a conhecimento técnico, experiências e soluções tecnológicas capazes de contribuir para a modernização dos meios de comunicação social e para a qualificação dos profissionais do sector.
À margem do fórum, Nuno Caldas Albino manteve um encontro com o director-geral do Gabinete da Administração Nacional de Rádio e Televisão da China, Gui Bendong, no qual foram manifestadas as intenções de aprofundar a cooperação bilateral.
Entre as áreas identificadas estão a formação de quadros, a especialização em novas tecnologias e o domínio de ferramentas de Inteligência Artificial aplicadas à comunicação social.
Os entendimentos alcançados deverão ser formalizados nos próximos tempos, abrindo caminho para novas iniciativas de intercâmbio e capacitação entre instituições angolanas e chinesas.
O fórum foi co-organizado pela Administração Nacional de Rádio e Televisão da China, pelo Governo Municipal de Pequim e pela União Africana de Radiodifusão, tendo como foco o futuro do sector audiovisual e as oportunidades de cooperação entre a China e os países africanos.
A iniciativa dá continuidade a uma tendência mais ampla da cooperação sino-africana no domínio tecnológico. Em 2025, por exemplo, Angola participou num fórum China-África em Hubei dedicado à inovação e à cooperação estratégica, onde a Inteligência Artificial e o desenvolvimento de soluções digitais também estiveram entre os temas abordados.