Famílias pedem fiscalização após denúncias de fugas em botijas de gás em Luanda – Correio da Kianda

Famílias em Luanda estão a pedir maior fiscalização sobre as condições de comercialização das botijas de gás de cozinha, na sequência de várias denúncias de fugas que, segundo os consumidores, se registam há cerca de dois meses.

A preocupação foi apresentada por ouvintes durante o programa Fórum, da Rádio Correio da Kianda, que relataram a existência de fugas em algumas botijas, provocando forte cheiro a gás dentro das residências, redução da durabilidade do produto e exposição das famílias à inalação do combustível.

Segundo os cidadãos, em alguns casos, a substituição do redutor não resolve o problema, levando-os a suspeitar de falhas nas próprias botijas. As reclamações apresentadas junto de algumas agências de venda, dizem, não têm obtido respostas satisfatórias.

Um dos ouvintes alertou para os riscos a que estão expostas as famílias, considerando preocupante a existência de fugas mesmo quando a botija não está a ser utilizada.

“Estamos com um risco dentro das casas, mesmo não acendendo está a cheirar gás e ninguém vem se pronunciar”, afirmou.

Os consumidores defendem, por isso, uma fiscalização mais rigorosa das botijas colocadas no mercado e dos pontos de venda, além da substituição dos recipientes que apresentem sinais de desgaste.

A antiguidade das botijas foi apontada por alguns participantes como uma possível causa do problema. Um dos ouvintes apelou à Sonangol para investir na renovação dos recipientes, considerando que a manutenção de botijas antigas pode não ser suficiente para garantir a segurança dos consumidores.

Perante as preocupações, o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Wilson Baptista, recomendou aos cidadãos que, antes de adquirirem uma botija, verifiquem se esta apresenta alguma fuga e se dispõe dos respectivos elementos de segurança na boca do recipiente.

O responsável orientou ainda os consumidores a não utilizarem botijas que apresentem anomalias e a solicitarem assistência especializada em caso de fuga.

Wilson Baptista alertou igualmente que, perante um cheiro intenso a gás, não se deve acender fósforos, produzir qualquer tipo de faísca ou utilizar aparelhos eléctricos. A orientação é abandonar imediatamente o local e pedir ajuda aos Bombeiros.

As denúncias reacendem o debate sobre a necessidade de reforçar a fiscalização da qualidade, segurança e estado de conservação das botijas de gás comercializadas em Luanda, de modo a reduzir os riscos de incêndios, explosões e exposição das famílias ao gás.

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