EUA priorizam sector mineiro na RD Congo face a propostas do Afeganistão – Correio da Kianda

O governo dos Estados Unidos da América assegurou direitos prioritários de exploração mineira na República Democrática do Congo (RDC) através de um Acordo de Parceria Estratégica. A medida surge num momento em que o governo do Afeganistão, liderado pelos Talibãs, tenta atrair o investimento de empresas norte-americanas e da administração de Donald Trump com depósitos minerais avaliados em cerca de um bilião de dólares.

Desde o seu regresso ao poder em 2021, o executivo talibã já assinou mais de 7 mil milhões de dólares em acordos de exploração mineira, maioritariamente com empresas da China e do Irão. Com o objectivo de substituir décadas de conflito militar por cooperação comercial, o Afeganistão propõe agora a abertura do seu vasto mercado de recursos naturais não explorados aos investidores americanos. No entanto, analistas apontam que os depósitos afegãos enfrentam graves entraves infra-estruturais, problemas de segurança e barreiras diplomáticas significativas.

Em contrapartida, a República Democrática do Congo oferece uma alternativa mais viável e imediata para os interesses económicos de Washington. Sob o novo Acordo de Parceria Estratégica, os investidores norte-americanos terão acesso prioritário a minas activas e em pleno funcionamento. Esta parceria visa garantir o fornecimento de minerais críticos essenciais para a transição energética e a indústria tecnológica global, numa altura de forte competição geopolítica pelos recursos do continente africano.

A disputa pelo controlo e exploração de recursos minerais estratégicos continua a redefinir as relações diplomáticas mundiais. Enquanto o Afeganistão tenta contornar o isolamento internacional com promessas de riqueza mineral, os Estados Unidos consolidam a sua presença em África, priorizando mercados mais estáveis e com operações mineiras já consolidadas, como é o caso da RD Congo. De acordo com informações avançadas pelo portal Business Brief, o posicionamento estratégico de Washington visa mitigar os riscos associados à falta de infra-estruturas no território afegão.

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