Estudantes denunciam dificuldades no fim das inscrições para Ensino Técnico e Pedagógico – Correio da Kianda

O processo de inscrições para o acesso ao Ensino Secundário Pedagógico e Técnico-Profissional nas instituições públicas terminou sexta-feira, 7, marcado por dificuldades denunciadas por estudantes que tiveram problemas para concluir as candidaturas.

O período de inscrições havia sido prorrogado pelo Ministério da Educação depois de vários candidatos terem enfrentado constrangimentos no acesso à plataforma online, devido a limitações nos serviços de comunicação.

A situação foi agravada, segundo o Movimento de Estudantes Angolanos (MEA), pelos atrasos na entrega dos certificados de habilitações, documentos necessários para a conclusão do processo de candidatura. A organização estudantil afirma que vários candidatos acabaram impedidos de efectuar a inscrição dentro do prazo.

O presidente do MEA, Simão Formiga, considera que o processo foi iniciado de forma precipitada, uma vez que nem todas as escolas teriam conseguido entregar os certificados aos estudantes a tempo.

Para o responsável, o Ministério da Educação deveria ter articulado previamente com as instituições de ensino a emissão e entrega dos documentos, evitando que dificuldades administrativas acabassem por prejudicar candidatos interessados em ingressar no Ensino Pedagógico e Técnico-Profissional.

“Muitos estudantes ficaram sem fazer as inscrições por falta de certificado”, afirmou Simão Formiga, defendendo maior coordenação entre as autoridades da Educação e as escolas.

Com o encerramento das candidaturas, os estudantes inscritos passam agora à fase dos testes de selecção. Os candidatos admitidos deverão efectuar as matrículas entre 17 e 21 de Agosto, enquanto as listas das turmas e os horários dos professores estão previstos para ser divulgados nos dias 27 e 28 de Agosto.

O novo ano lectivo será oficialmente aberto a 31 de Agosto, estando o início das aulas marcado para 1 de Setembro.

As dificuldades registadas no processo voltam a colocar em debate a necessidade de melhorar os mecanismos de inscrição e a articulação entre as escolas e os serviços centrais do Ministério da Educação, sobretudo para evitar que falhas administrativas ou tecnológicas deixem estudantes sem acesso às oportunidades de formação.

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