Especialistas defendem concursos públicos e reforçam necessidade de transparência e mérito no recrutamento – Correio da Kianda

A abertura de novos concursos públicos para a função pública tem gerado diferentes análises sobre a necessidade de reforçar os quadros do Estado, responder à procura por emprego e garantir processos de seleção transparentes e baseados no mérito.

As posições foram apresentadas durante o debate sobre a abertura de concursos públicos em diferentes sectores, no programa Tribuna Livre, da Rádio Correio da Kianda.

O político Alexandre Sebastião considera que a elevada procura pelos concursos nas áreas da Saúde e da Educação reflete o grande número de jovens à procura de oportunidades de emprego e de melhores condições de vida.

Segundo o responsável, muitos candidatos veem na função pública uma possibilidade de alcançar um salário digno e maior estabilidade profissional. Alexandre Sebastião defendeu ainda que o Executivo atrasou significativamente a abertura dos concursos públicos.

“Era necessário que este processo tivesse sido feito de forma gradual e com maior planeamento, para evitar uma procura tão elevada neste momento”, afirmou Alexandre Sebastião.

Por sua vez, o jurista Luís Van-Dúnem defende que a criação de novas vagas representa uma resposta às necessidades existentes em sectores como Saúde, Educação e segurança. De acordo com o jurista, estas áreas enfrentam carência de profissionais, tornando necessário o reforço dos quadros da Administração Pública.

“Estas instituições precisam de mais pessoal, porque há uma necessidade social que deve ser atendida pelo Estado”, destacou Luís Van-Dúnem.

Já o cientista político Eurico Gonçalves sublinha a importância de garantir que os concursos públicos sejam orientados pelo mérito, permitindo o ingresso de candidatos com preparação académica, técnica e ética.

Para o cientista político a meritocracia é fundamental para melhorar a qualidade dos serviços públicos e reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado.

“O mérito deve ser a base do recrutamento para garantir uma função pública mais eficiente e qualificada”, defendeu Eurico Gonçalves.

Referir que neste momento decorre três concursos públicos, nos sectores da Educação, Saúde e Interior.

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