A futura autoestrada Oeste-Leste anunciada pelo Governo angolano pode ser um motor de desenvolvimento para Angola. Entretanto, o economista Pedro Cajama alerta que é preciso cautela e um estudo profundo sobre o impacto nas comunidades antes do início das obras.
Na sua análise, o economista reconhece o potencial da infra-estrutura, para o desenvomvimento local.
“As estradas elas trazem sempre um desenvolvimento nas zonas onde são construídas”, sustentou, mas contudo, faz um alerta sobre zonas que ainda não têm estradas normais.
É por isso que, segundo o economista, o consórcio responsável quer primeiro fazer um estudo de viabilidade.
“Esse consórcio primeiro quer fazer esse estudo para verificar se realmente é viável ou não é viável, porque infraestrutura de autoestrada, elas podem trazer desenvolvimento como também não, tendo em conta como essas comunidades vivem e como é que essas comunidades também se movem”, sublinhou.
Para Pedro Cajama, a autoestrada será “uma grande vantagem” para a economia, sobretudo na logística.
“É preciso que esse estudo também tenha em conta os povos locais, quais são os benefícios econômicos e sociais que essa estrada vão trazer. Eu acredito, por isso é que eles querem fazer esse estudo de viabilidade primeiro, antes de eles poderem avançar com a construção”, disse.
Segundo o economista, o consórcio já mostrou ter parceiros com capital financeiro e que o investimento “não é um problema”.
Referir que o projecto com investimento plúblico-privado esta avaliado em 21 milhões de dólares.