Corrida à liderança da ONU ganha novo candidato antes da votação decisiva – Correio da Kianda

A corrida para a sucessão do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ganhou um novo capítulo com a entrada do diplomata ugandês Olara Otunnu como sétimo candidato oficial ao cargo. Com uma vasta experiência no sistema das Nações Unidas, onde exerceu as funções de Subsecretário-Geral e Representante Especial para as Crianças e os Conflitos Armados durante o mandato de Kofi Annan, Otunnu reforça a disputa para suceder a António Guterres, cujo segundo mandato termina em dezembro de 2026.

Além da sua carreira diplomática, Otunnu tem também um percurso político no Uganda, tendo concorrido à Presidência da República, em 2011, pelo partido da oposição Congresso do Povo de Uganda (UPC).

A disputa conta ainda com as candidaturas de Macky Sall (Senegal), Michelle Bachelet (Chile), María Fernanda Espinosa (Equador), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica) e Carolyn Rodrigues-Birkett (Guiana).

O processo de escolha entra agora numa fase decisiva, com o Conselho de Segurança da ONU a iniciar as votações informais para alcançar um consenso entre os seus 15 membros. O candidato que reunir o apoio necessário e não for vetado por nenhum dos cinco membros permanentes Estados Unidos, Reino Unido, China, França e Rússia, será recomendado à Assembleia Geral, responsável pela nomeação oficial.

O próximo Secretário-Geral da ONU assumirá funções a 1 de Janeiro de 2027, para um mandato de cinco anos, num contexto internacional marcado por crescentes desafios geopolíticos e pela necessidade de reforçar o diálogo e o multilateralismo.

A eleição do próximo Secretário-Geral da ONU é uma das decisões diplomáticas mais relevantes do sistema internacional. Embora o processo apresente a disputa como uma competição entre candidatos, na prática a escolha é altamente política.

O aspecto decisivo não é apenas a qualificação dos candidatos, mas sua capacidade de obter consenso entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança cada um com poder de veto.

Assim, a eleição costuma refletir o equilíbrio de poder internacional mais do que uma simples avaliação de mérito.

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