Angola defende o reforço da capacidade nacional de recolha de dados e avaliação dos recursos pesqueiros, como condição para garantir uma gestão sustentável dos recursos aquáticos e apoiar o desenvolvimento do sector das pescas.
A posição foi manifestada pela ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto dos Santos, durante a apresentação do Relatório sobre o Estado Mundial das Pescas e da Aquicultura 2026, conhecido pela sigla SOFIA, preparado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Na sua intervenção, a governante felicitou a equipa da Divisão das Pescas e Aquicultura da FAO pela preparação e apresentação do relatório, destacando a importância do documento para a definição de políticas e estratégias destinadas ao desenvolvimento sustentável do sector.
Carmen do Sacramento Neto dos Santos afirmou que, para Angola, as pescas e a aquicultura constituem sectores estratégicos para a segurança alimentar e nutricional, a criação de emprego, a geração de rendimentos e a diversificação da economia nacional.
A ministra reafirmou igualmente o compromisso de Angola com a gestão sustentável dos recursos aquáticos e com a implementação do Código de Conduta para uma Pesca Responsável, bem como das Directrizes Voluntárias para a Pesca de Pequena Escala.
Segundo a governante, a aplicação destas orientações é particularmente importante para as comunidades costeiras angolanas, que dependem das actividades pesqueiras para o seu sustento.
Carmen do Sacramento Neto dos Santos considerou ainda que o cumprimento do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 14, relacionado com a conservação e utilização sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos, exige melhores dados, maior capacidade científica e investimentos adequados.
Neste sentido, Angola saudou o programa proposto pela FAO para reforçar as capacidades nacionais de recolha de dados da pesca e avaliação dos stocks pesqueiros.
A ministra apelou, por outro lado, a uma atenção especial às necessidades dos países africanos e de outros países em desenvolvimento, sobretudo no reforço dos meios técnicos e científicos necessários para uma gestão mais eficiente dos recursos pesqueiros.
A posição de Angola surge num contexto em que o país procura garantir a sustentabilidade dos seus recursos marinhos e reforçar a contribuição das pescas e da aquicultura para a segurança alimentar, o emprego e a diversificação económica.