Análise da Evolução da Balança Comercial entre Angola e Portugal entre 2020 a 2026 – Correio da Kianda

Os mais recentes dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal evidenciam uma transformação estrutural nas relações comerciais entre Angola e Portugal, refletindo os resultados das políticas de diversificação económica e comercial implementadas pelo Executivo angolano.

Entre 2021 e 2025, o número de empresas portuguesas exportadoras para Angola reduziu-se de 4.225 para 3.512, ou seja, menos 713 empresas, o que representa uma diminuição de 16,9%. Esta evolução demonstra que o mercado angolano se tornou mais competitivo e mais exigente, privilegiando uma maior diversificação dos seus parceiros comerciais, com particular enfoque na cooperação Sul-Sul, sobretudo no âmbito da SADC, consolidando a estratégia nacional de diversificação das origens das importações e de fortalecimento da produção nacional.

Os dados revelam igualmente uma forte concentração das exportações portuguesas em reduzido número de empresas, sendo que apenas 200 representam cerca de 72% do total exportado para Angola. Esta realidade demonstra que milhares de pequenas e médias empresas portuguesas perderam espaço no mercado angolano, num contexto em que Angola diversifica as suas relações comerciais, reforça as suas parcerias internacionais e promove a substituição de importações pelo aumento da produção nacional.

É igualmente significativo que mais de duas mil empresas portuguesas dependam maioritariamente do mercado angolano para as suas exportações e que 1.635 exportem exclusivamente para Angola. Estes números confirmam a relevância estratégica da economia angolana para o tecido empresarial português e evidenciam que Angola continua a ser um mercado de elevada importância para Portugal.

Por outro lado, a quota de Portugal nas importações angolanas diminuiu de 11,9% em 2021 para 9,8% em 2025, refletindo o sucesso da política de abertura de Angola a novos mercados e parceiros económicos em diferentes regiões do mundo. Esta evolução reforça a resiliência da economia nacional, estimula a concorrência e cria melhores condições para um desenvolvimento económico sustentável.

Os indicadores confirmam que Angola está a consolidar um novo paradigma económico, assente na diversificação da economia, no reforço da competitividade, na valorização da produção nacional e na afirmação da sua soberania económica. A diversificação dos parceiros comerciais e das fontes de abastecimento representa um avanço estratégico para o fortalecimento da economia nacional, promovendo maior resiliência, competitividade e sustentabilidade. Constitui, igualmente, um passo importante para a criação de emprego, o aumento da produção nacional e a construção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo, sustentável e resiliente.

O Executivo angolano reitera o seu compromisso de continuar a aprofundar as reformas económicas em curso, melhorar o ambiente de negócios, atrair investimento privado e reforçar as relações comerciais com todos os parceiros internacionais que contribuam para o desenvolvimento económico e social do País, sempre na defesa do interesse nacional e da prosperidade do povo angolano.

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