A Administração Geral Tributária (AGT) está a investigar 35 casos suspeitos de fraude e fuga ao fisco, registados nos primeiros seis meses deste ano.
Os casos envolvem situações de natureza fiscal e aduaneira e encontram-se ainda em fase de fiscalização, para apurar se houve, de facto, irregularidades e quais os responsáveis.
A informação foi avançada nesta quarta-feira, 2, em Luanda, pela chefe do Departamento de Investigação da Direcção de Serviços Antifraude da AGT, Noémia Silva Ido, à margem da Executive Masterclass 2026.
Segundo a responsável, a AGT ainda não consegue determinar quanto dinheiro poderá ter sido perdido pelo Estado, uma vez que os processos continuam em análise.
Noémia Silva Ido falava à imprensa durante o evento, organizado pela AGT em parceria com a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o lema “Fraude Fiscal, Branqueamento e Corrupção: Quem, Onde e Como?”.
A responsável explicou que os 35 processos ainda não têm um valor de prejuízo definido, devendo essa informação ser conhecida depois da conclusão das investigações.
O encontro juntou responsáveis e especialistas para discutir os mecanismos de combate à fraude fiscal, ao branqueamento de capitais e à corrupção, bem como os desafios na identificação e responsabilização dos envolvidos.