Analista critica igrejas por poluição sonora e práticas religiosas – Correio da Kianda

O analista Alexandre Sebastião criticou algumas igrejas pela poluição sonora provocada durante as actividades religiosas e questionou determinadas práticas adoptadas por novos grupos religiosos que têm surgido no país.

Segundo o analista, o problema não está necessariamente no número de centros religiosos existentes, mas na forma como algumas congregações desenvolvem as suas actividades e no impacto que provocam nas comunidades.

Alexandre Sebastião apontou particularmente o barulho produzido durante a noite em zonas residenciais, considerando que o uso de equipamentos sonoros e batuques pode perturbar o descanso dos moradores e afectar a tranquilidade nos bairros.

O analista criticou igualmente o surgimento de grupos religiosos a partir de outras congregações, sobretudo quando estes recorrem à divulgação de supostos milagres, curas e outros fenómenos extraordinários como forma de atrair fiéis.

Na sua perspectiva, essas práticas podem ter maior impacto sobre pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo cidadãos com baixo nível de formação ou que enfrentam dificuldades económicas e sociais.

Para Alexandre Sebastião, o debate sobre a proliferação dos centros religiosos deve, por isso, ultrapassar a questão do número de igrejas e concentrar-se também no cumprimento das regras de convivência e na forma como essas instituições exercem a sua actividade.

O analista defende maior atenção às práticas que possam afectar o bem-estar das comunidades, sobretudo nos casos de poluição sonora e de exploração da vulnerabilidade dos cidadãos.

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