O Executivo quer averiguar a origem dos derivados de frango que continuam disponíveis no mercado nacional, para determinar se estes produtos são provenientes da produção interna ou de importações.
A preocupação foi manifestada pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, que defende uma averiguação para esclarecer a proveniência dos produtos e garantir maior controlo sobre a sua circulação no mercado.
“É necessária uma averiguação para determinar se os derivados de frango disponíveis no mercado nacional são de produção interna ou resultam de importações”, afirmou o governante.
A questão ganha particular relevância porque a importação de restos e miudezas de frango, incluindo asas, moelas, pés e coxas, foi proibida em Angola no âmbito das medidas do Executivo destinadas a proteger e incentivar a produção avícola nacional.
O processo de retirada destes produtos do regime de importação foi implementado de forma faseada ao longo de 2025, com o objectivo de reduzir a concorrência das importações e criar melhores condições para o crescimento da produção nacional.
Perante a presença destes derivados no mercado, o Governo pretende agora esclarecer se os produtos comercializados são efectivamente de produção angolana ou se resultam de importações, apesar das restrições existentes.
José de Lima Massano defende que as autoridades devem acompanhar de perto a circulação dos produtos, garantindo maior transparência no mercado e salvaguardando os interesses dos produtores nacionais.
O governante reiterou igualmente a necessidade de Angola continuar a aumentar a produção interna, sobretudo no sector avícola, como forma de reduzir a dependência das importações, aumentar a oferta nacional e fortalecer os produtores locais.
A averiguação deverá, assim, permitir esclarecer a origem dos derivados de frango actualmente encontrados no mercado e verificar o cumprimento das medidas adoptadas pelo Executivo para proteger a produção nacional.