Sete dos 30 feridos de Cabo Ledo lutam pela vida no Hospital Pedalé – Correio da Kianda

Sete dos 30 feridos evacuados para o Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé, em Luanda, encontram-se em estado crítico, na sequência do grave acidente de viação ocorrido na manhã deste domingo, em Cabo Ledo, província do Icolo e Bengo.

Segundo o Ministério da Saúde, entre os feridos estão 22 adultos e oito crianças, que foram encaminhados para a unidade hospitalar para receber assistência médica especializada.

A ocorrência foi comunicada às autoridades por volta das 5h40, tendo sido imediatamente activados os mecanismos de resposta de emergência. A operação envolveu o Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA), estruturas do Ministério da Saúde, Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, Ministério do Interior e a Força Aérea Nacional.

Face à necessidade de reduzir o tempo entre o local do acidente e a assistência hospitalar diferenciada, foram mobilizados meios terrestres e aéreos, além de equipas médicas, militares e de emergência.

Cinco feridos foram inicialmente resgatados por meios mobilizados no local, enquanto os restantes 25 ocupantes do autocarro foram evacuados por meios aéreos da Força Aérea Nacional. A existência de uma pista militar operacional na região de Cabo Ledo facilitou a concentração das vítimas e a transferência para Luanda.

No Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé, as equipas médicas procederam à triagem, avaliação clínica, realização de exames complementares, estabilização e tratamento dos feridos, com a intervenção de profissionais das áreas de urgência, cirurgia, ortopedia, anestesia, imagiologia e outras especialidades.

Segundo a avaliação clínica inicial, todos os pacientes apresentam algum tipo de trauma, incluindo contusões e escoriações. Entre os casos que requerem maior atenção estão pacientes com fracturas das costelas associadas a contusão pulmonar, situação que exige vigilância apertada devido ao risco de complicações nas primeiras 24 a 48 horas.

Há igualmente o registo de um paciente com fractura cervical estável, sem indicação cirúrgica neste momento, e outro com fractura da clavícula, ainda em avaliação.

Uma criança encontra-se a realizar exames complementares depois de apresentar sinais de hemorragia nasal na sequência do acidente.

As equipas médicas mantêm os pacientes sob vigilância, uma vez que algumas complicações decorrentes de traumatismos podem manifestar-se horas depois, incluindo hemorragias internas. Por essa razão, mesmo os pacientes clinicamente estáveis permanecem internados para observação e acompanhamento.

A ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, deslocou-se ao Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha Pedalé, onde acompanhou a recepção dos pacientes, o trabalho das equipas clínicas e a evolução do estado de saúde dos feridos.

As autoridades de saúde mantêm o acompanhamento dos pacientes, com particular atenção aos sete casos considerados críticos.

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