Luanda tem diagnosticado mais de 500 casos de anemia falciforme. – Correio da Kianda

As autoridades sanitárias na província de Luanda acompanham mais de 500 casos de anemia falciforme, uma doença genética hereditária caracterizada por glóbulos vermelhos em forma de foice, causando anemia crónica e crises de dor.

O director Provincial da Saúde Manuel Varela que falava à margem do IIº Simpósio Internacional sobre Anemia Falciforme realizado pelo Hospital Geral dos Cajueiros, disse que Luanda conta actualmente com instituições vocacionadas para o diagnóstico e tratamento da doença na capital angolana.

Segundo o responsável, a disponibilidade de meios vai permitir ainda mais um melhor acompanhamento às crianças com esta doença.

“Este ano nós tem diagnosticado mais de 500 casos, e a disponibilidade de meios vai permitir ainda mais um melhor acompanhamento às crianças com esta doença”, disse.

O tratamento da anemia falciforme é feito pelo hematologista que pode indicar o uso de remédios para diminuir o risco de complicações, transfusões de sangue ou transplante de células tronco hematopoiéticas.

Os principais sintomas de anemia falciforme são: pele, lábios e unhas pálidos; inchaço, dor e vermelhidão nas mãos e nos pés; úlceras nas pernas; cansaço excessivo; infecções frequentes; falta de ar ou tontura; irritabilidade ou dificuldade de atenção.

Além disso, um sintoma muito comum da anemia falciforme é dor intensa em qualquer parte do corpo, porém, é mais comum nos ossos e articulações, abdome, tórax e região lombar.

Essa dor surge em crises, podendo variar de intensidade e durar algumas horas a alguns dias, ou ser crónica.

Outros sintomas são pele e olhos amarelados, atraso no crescimento e da puberdade, e problemas de visão.

Os sintomas de anemia falciforme, geralmente, surgem por volta dos 6 meses de idade.

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