A Empresa de Transportes Colectivos Urbanos de Luanda (TCUL) lançou um novo modelo operacional no serviço Expresso, com rotas de curto e longo curso, numa tentativa de reduzir o tempo de viagem e melhorar a mobilidade na capital. A medida surge num contexto em que a falta de autocarros e as longas esperas continuam a afectar passageiros em diferentes zonas de Luanda.
Segundo uma nota de imprensa da TCUL, o novo modelo foi apresentado na Sexta-feira, 7, e acompanhado por uma delegação multissectorial, orientada pelo vice-governador de Luanda para o Sector Económico, Jorge Miguêns. Durante a jornada, a equipa percorreu, nos dois sentidos, o trajecto entre o Terminal do Largo das Escolas, na Maianga, e o Terminal do Capalanca, nos Mulenvos, para avaliar o funcionamento da nova operação.
A avaliação incidiu sobre o tempo médio das viagens, a regularidade do serviço e as condições de acomodação, higienização e segurança oferecidas aos passageiros.
Apesar do reforço da operação, a escassez de autocarros continua a ser um dos principais desafios do transporte colectivo em Luanda, onde passageiros têm enfrentado longas esperas, filas e veículos lotados, sobretudo nas horas de maior procura.
A situação coloca pressão sobre a capacidade da TCUL para responder à procura diária de transporte, sobretudo nos principais corredores de circulação da capital.
Com o novo modelo Expresso, a empresa pretende tornar as deslocações mais rápidas através de rotas de curto e longo curso. O desafio, contudo, passa por garantir autocarros suficientes e em condições de circulação para assegurar a regularidade do serviço.
Para os passageiros, a expectativa é que a nova operação resulte em menos tempo nas paragens, viagens mais rápidas e melhores condições durante as deslocações.
O sucesso da medida deverá depender, por isso, não apenas da criação de novas rotas, mas também da capacidade da TCUL de manter uma frota operacional capaz de acompanhar a procura.
Numa cidade onde milhares de pessoas dependem diariamente do transporte colectivo para chegar ao trabalho, à escola e a outros destinos, a disponibilidade de autocarros continua a ser uma das principais questões para melhorar a mobilidade urbana.