Iémen à beira de nova escalada militar após ataques dos huthis – Correio da Kianda

O Iémen está à beira de uma nova escalada militar, depois de uma série de ataques atribuídos aos rebeldes huthis contra posições das forças ligadas ao Governo internacionalmente reconhecido.

Os ataques, realizados com mísseis e drones, atingiram sobretudo as províncias estratégicas de Marib e Hadramut e provocaram dezenas de mortos entre os militares. Só na quinta-feira, pelo menos 58 soldados iemenitas terão morrido nos ataques, segundo informações divulgadas pela Reuters, citando fontes governamentais e militares iemenitas.

Em resposta, as forças governamentais anunciaram operações contra posições dos huthis em várias frentes do país, aumentando o risco de uma nova espiral de violência.

A província de Marib, uma importante zona produtora de petróleo e um dos principais redutos das forças governamentais, voltou a ser um dos principais focos dos confrontos. Hadramut, no leste do país, também tem importância estratégica devido às suas reservas de petróleo.

A escalada levou as Nações Unidas a alertar para o risco de o Iémen regressar a um conflito de grande escala, considerado o mais grave desde a trégua negociada em 2022.

O enviado especial da ONU para o Iémen, Hans Grundberg, apelou às partes para exercerem máxima contenção e evitarem novas acções militares que possam comprometer os esforços de paz.

A União Europeia também condenou a escalada de violência e defendeu a retoma do diálogo político para evitar um novo agravamento da situação.

O conflito iemenita começou em 2014, quando os huthis tomaram a capital, Sana. No ano seguinte, uma coligação liderada pela Arábia Saudita interveio militarmente em apoio do Governo internacionalmente reconhecido.

Embora a trégua de 2022 tenha reduzido significativamente os combates, as partes nunca chegaram a um acordo de paz definitivo. Os novos confrontos aumentam agora o receio de que o Iémen volte a mergulhar numa guerra aberta.

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