Angola mantém uma das taxas de prevalência do VIH mais baixas da África Subsaariana. De acordo com os resultados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS 2023-2024), a prevalência nacional na população dos 15 aos 49 anos passou de 2% para 1,6%.
Os dados foram avançados nesta quinta-feira pelo Presidente da República, João Lourenço, durante o discurso sobre o Estado da Nação, na Assembleia Nacional.
Segundo o Chefe de Estado, a redução reflecte os progressos alcançados nas áreas da prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento, com avanços assinaláveis na cascata de tratamento do VIH.
“Em 2025, 70% das pessoas que vivem com VIH conheciam o seu estado serológico, 79% encontravam-se em tratamento anti-retroviral e, destas, 85% apresentavam carga viral suprimida”, detalhou João Lourenço.
O Presidente considerou que os indicadores demonstram uma evolução consistente da resposta nacional e aproximam o país das metas globais 95-95-95 definidas pelo ONUSIDA.
“Estes resultados demonstram uma evolução consistente da resposta nacional e aproximam o país das metas globais. O Executivo vai acelerar os esforços para alcançar estes objectivos até 2030, reforçando a prevenção, o diagnóstico precoce, a retenção e a adesão ao tratamento, bem como o acompanhamento ao nível comunitário”, assegurou.
No que se refere à malária, João Lourenço reconheceu que a doença continua a ser a principal causa de morbilidade e mortalidade no país, sobretudo em crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas.
Contudo, sublinhou que, apesar dos desafios persistentes, foram registados progressos assinaláveis no controlo da doença, com o reforço da distribuição de mosquiteiros impregnados, do diagnóstico rápido e do acesso a tratamento nas unidades sanitárias de base.