O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, João Manuel Gonçalves Lourenço, afirmou que tem pautado a sua acção por um compromisso inabalável com o aprofundamento do Estado Democrático de Direito, a consolidação da paz, a reconciliação nacional e a melhoria das condições de vida dos angolanos.
Ao dirigir-se à Nação a partir da Assembleia Nacional, na abertura do Ano Parlamentar, o Chefe de Estado recordou o juramento assumido de cumprir e fazer cumprir a Constituição, defender a independência nacional, a soberania, a unidade da Nação e a integridade territorial, bem como defender a paz e a democracia.
João Lourenço afirmou que desde a tomada de posse teve a plena convicção de que, depois da proclamação da Independência pelo Presidente António Agostinho Neto, a 11 de Novembro de 1975, da conquista da paz e do início da reconstrução nacional sob liderança de José Eduardo dos Santos, recaía sobre os seus ombros a responsabilidade de colocar o país na rota do desenvolvimento.
O Presidente lembrou que em 2017, ano em que assumiu o poder, Angola celebrava 15 anos de paz e reconciliação nacional, mas enfrentava os efeitos da acentuada queda do preço do petróleo no mercado internacional.
Segundo o Chefe de Estado, a crise provocou a contracção da actividade económica, redução das despesas pública e privada, défices orçamentais, aumento da dívida pública, subida generalizada dos preços, instabilidade cambial e redução das Reservas Internacionais Líquidas.
Para fazer face ao quadro, o Executivo elaborou em Outubro de 2017 um Plano Intercalar com medidas orientadas para a estabilidade macroeconómica, crescimento, geração de emprego e resolução dos problemas sociais mais prementes.
A bússola orientadora da governação, sublinhou, foram o Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022 e o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027, instrumentos que apresentaram o diagnóstico real do país e definiram objectivos e programas para um desenvolvimento harmonioso e equilibrado.
João Lourenço reconheceu, no entanto, que a execução dos planos foi impactada por factores adversos, com destaque para os conflitos internacionais, perturbações nas cadeias logísticas, aumento dos preços dos alimentos, combustíveis e fertilizantes, alterações das condições financeiras globais, flutuações do mercado petrolífero e a pandemia da Covid-19, que criou uma crise sanitária sem precedentes.
O Chefe de Estado destacou ainda que Angola tem uma população bastante jovem e em permanente crescimento, um povo que conhece a sua história, ama o seu país e está sempre disposto a contribuir para o seu desenvolvimento.