A Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) defende o reforço dos mecanismos de controlo e monitorização das operações financeiras no sector segurador, para prevenir o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, apesar de o mercado apresentar um nível de risco considerado baixo.
A posição foi defendida esta terça-feira, em Luanda, pela presidente do Conselho de Administração da ARSEG, Filomena Manjata, durante a abertura do workshop sobre a Implementação de Sanções Financeiras Específicas (SFE) e a Apresentação do Guia de SFE no Sector dos Seguros, Resseguros e Fundos de Pensões.
Segundo Filomena Manjata, a avaliação de risco baixo constitui um indicador positivo para o mercado segurador angolano, mas não deve levar as entidades do sector a reduzir os níveis de vigilância e prevenção contra operações financeiras ilícitas.
A responsável defendeu a adopção de medidas proactivas de verificação dos clientes, acompanhamento das operações financeiras e formação contínua dos profissionais, com vista a reforçar a capacidade das instituições de identificar e prevenir actividades suspeitas.
O encontro tem como objectivo capacitar as seguradoras, resseguradoras e entidades gestoras de fundos de pensões para o cumprimento das obrigações relacionadas com a aplicação de sanções financeiras específicas, bem como promover uma cultura de cumprimento das normas de prevenção e combate aos crimes financeiros.
A iniciativa enquadra-se nos esforços de alinhamento do sector segurador angolano com as normas internacionais de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.