O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) defende maior respeito pelos profissionais da comunicação social por parte dos órgãos de defesa e segurança, face às crescentes denúncias de constrangimentos e alegadas intimidações durante o exercício da actividade jornalística.
A posição é defendida pelo presidente do Conselho de Ética e Deontologia Profissional do SJA, Mário Maiato, que considera preocupante o actual cenário de vulnerabilidade enfrentado pelos jornalistas em diferentes pontos do país.
Segundo o responsável, apesar da existência de instrumentos jurídicos actualizados para regular a actividade, persistem situações que dificultam o exercício da profissão e colocam os jornalistas perante constrangimentos no cumprimento das suas funções.
Mário Maiato entende que os órgãos de defesa e segurança, frequentemente apontados nas queixas apresentadas pela classe, devem adoptar uma postura mais equilibrada e respeitadora perante os profissionais da comunicação social.
O responsável apela, por isso, à sensibilização das forças de segurança para que permitam aos jornalistas exercer a profissão sem interferências ou constrangimentos indevidos.
“Há esta necessidade de se fazer este exercício, para esta sensibilização dos órgãos de defesa e segurança, para que flexibilizem a sua actuação e não adoptem a postura musculada diante destes profissionais”, afirmou.
A preocupação do sindicato ganha maior relevância numa altura em que se multiplicam as denúncias sobre alegados excessos na actuação de agentes de segurança perante jornalistas durante a cobertura de acontecimentos.
Para o SJA, a relação entre os órgãos de defesa e segurança e os profissionais da comunicação social deve pautar-se pelo respeito mútuo e pelo cumprimento da legislação, de modo a garantir condições para o exercício da actividade jornalística.
O sindicato considera que a protecção dos jornalistas é essencial para assegurar o direito à informação e o exercício da liberdade de imprensa em Angola.