As reservas internacionais angolanas fixaram-se em 14,9 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões e euros) no segundo trimestre, garantindo 6,7 meses de importação de bens e serviços, divulgou hoje o banco central.
O montante consta da Nota de Informação sobre Estatísticas Externas do Banco Nacional de Angola (BNA), que dá conta ainda do saldo excedentário da conta corrente, acima dos dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros), equivalente a 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB), representando uma expansão de 40,1% face ao trimestre anterior.
No documento indica-se que o comportamento da conta corrente deveu-se sobretudo ao aumento do saldo excedentário da conta de bens, em 31,7%, apesar da subida do saldo deficitário da conta de serviços e rendimentos primários, em 8,7% e 67,7%, respetivamente.
Já a conta capital e financeira, no período em referência, registou um défice de 2,5 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros), face ao défice de 1,2 mil milhões de dólares (pouco mais de mil milhões de euros) registado no trimestre anterior.
O défice foi justificado, “principalmente, pelo desempenho dos capitais de médio e longo prazo (dívida externa pública), pelo saldo positivo do investimento direto estrangeiro e pelo comportamento dos outros capitais (créditos comerciais/adiantamentos e depósitos face a não residentes)”.
Relativamente à posição do investimento internacional, na análise avança-se que registou um agravamento do seu défice na ordem de 174,5 milhões de dólares (150,6 milhões de euros), como resultado, essencialmente, do aumento dos passivos com não residentes.