O coordenador da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, (RDDH), Victorino Indeque, criticou o encerramento das sedes dos partidos políticos guineenses, quase nove meses após o golpe de Estado no país.
Em declarações à DW África, o activista sublinhou que “pouco ou nada” está a ser feito para que a Guiné-Bissau regresse “rapidamente” à normalidade constitucional. Para Indeque, o prolongamento do encerramento das sedes partidárias é um sinal de retrocesso democrático.
O coordenador da RDDH referiu-se também ao processo de revisão da Constituição da República, que vai a referendo a 30 de agosto. Segundo Victorino Indeque, a revisão foi feita por um órgão “sem legitimidade plena”.
“Pouco ou nada está a ser feito para que a Guiné-Bissau regresse rapidamente à normalidade constitucional. A revisão da Constituição foi feita por um órgão sem legitimidade plena”, sublinhou.
Victorino Indeque esclareceu que não é contra a nova Constituição, mas sim contra a forma como o processo foi conduzido, com a exclusão dos partidos políticos e de atores da sociedade civil.
“Não sou contra a nova Constituição, mas sim contra a exclusão dos partidos e de atores da sociedade civil no processo”, disse.
O encerramento das sedes dos partidos e o avanço para o referendo constitucional têm gerado críticas de organizações da sociedade civil, que defendem um diálogo mais inclusivo para a estabilização do país.