O sindicato dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes (CFM) ameaça convocar uma greve geral em Setembro, caso a administração da empresa não cumpra o acordo que prevê um aumento salarial de 25% para os trabalhadores.
O alerta foi feito pelo primeiro-secretário da Comissão Sindical dos CFM, Gabriel Dembe, que exige o pagamento da última parcela do aumento acordado em Agosto de 2025.
Segundo o sindicalista, o pagamento desta parcela estava previsto para Julho deste ano, mas a administração dos CFM informou, no dia 31 de Julho, que não poderia cumprir o compromisso devido a constrangimentos internos da empresa.
Gabriel Dembe avisa que, caso o aumento não seja pago até ao final de Agosto, os trabalhadores deverão avançar, no início de Setembro, para uma paralisação total das actividades dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes.
Além do aumento salarial, os trabalhadores denunciam atrasos no pagamento dos salários desde Abril.
De acordo com a Comissão Sindical, desde essa altura os salários passaram a ser pagos apenas entre os dias 10 e 15 do mês seguinte, situação que, segundo Gabriel Dembe, está a criar dificuldades financeiras aos trabalhadores e às suas famílias.
O sindicato considera que os atrasos e o incumprimento do acordo salarial estão a agravar a insatisfação no seio dos trabalhadores e exige que a administração encontre uma solução antes do fim de Agosto.
Caso as reivindicações não sejam atendidas, a paralisação poderá afectar todas as actividades dos CFM, segundo o responsável sindical
O Correio da Kianda continua a encetar contactos com a administração dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes para reagir às acusações e esclarecer a situação do aumento salarial e dos atrasos nos pagamentos.